Áudio em Placas

circuito

Para entrarmos com canais de áudio em um computador é necessária uma placa de som. Muitas pessoas me perguntam qual placa de áudio eu recomendaria. Assim como tudo na música, essa é uma questão tão pessoal quanto o tipo de palheta. É preciso saber quais as suas necessidades e, claro, disponibilidades financeiras. As especificações das placas variam bastante, mas podem ser resumidas um algumas variáveis: resoluções vertical e horizontal máximas, nível de ruído, número de canais in e out e qualidade de conversão.
O mais essencial em toda placa de áudio é um bom conversor analógico-digital, que é sua alma. Uma boa conversão é muito mais importante do que quantos bits ela pode oferecer de resolução. Logicamente, uma placa profissional tem uma conversão muito melhor do que aquela que vem embutida na placa-mãe. Mas pode ser saudável pesquisar na internet os melhores comentários sobre conversão, e quais marcas ganham prêmios internacionais por isso.
Se a sua intenção é gravar o som da sua guitarra apenas, você precisa só de um canal de entrada. Mas se a sua pretensão é registrar todos os instrumentos de uma orquestra sinfônica, separada e simultaneamente, você precisará de 48 canais – e um home studio gigantesco para abrigar 50 músicos, além de 50 microfones profissionais etc… HOME studio?
Um caminho de escolha começa por aí: quantos canais separados você realmente vai usar? Lembre-se, estamos falando de quantas linhas de áudio você vai gravar ao mesmo tempo. Dois vocais, uma guitarra, um baixo e uma bateria minimamente microfonados “custam” seis canais, para começar a fazer uma demo (a bateria apenas em dois canais!). Esses canais realmente precisam ser gravados separadamente no caso de uma demo? E o pior: tantos microfones estão dispostos de maneira a isolar os canais ou todas as gravações vazam umas nas outras?… A quantidade de canais sempre parece pequena; para ficarmos tranqüilos em relação a isso, é bom lembrar que pouquíssimos discos que ouvimos gravados até os anos setenta tinham mais do que oito canais para gravação. O que se fazia era gravar tudo junto, em dois canais, com exceção eventual de vozes e alguns elementos pontuais, gravados posteriormente.
O nível de ruído é um fator muito importante para a escolha da placa correta. É um valor normalmente expresso em dBs para equacionar a relação entre o pico da gravação (o volume mais alto) e o ruído. Quanto maior o módulo do valor, melhor é essa relação. Placas amadoras têm níveis até -90dB. Com isso já é possível sobrepor vários canais de áudio sem o chiado atrapalhar a audição. Alguns músicos que conheço fazem pré-produção caseira em equipamentos como esse. A partir de -90dB, o ruído nativo da placa dificilmente vai ser maior do que a chiadeira dos microfones, das guitarras ou do barulho do cachorro do vizinho latindo perto da sua janela.
As resoluções horizontal e vertical estão bastante padronizadas hoje em dia, com todas as placas profissionais alcançando ao menos 24bits e 96KHz.
É importante lembrar que esses parâmetros não resumem as placas perfeitamente. Algumas delas, como o sistema Pro-Tools, contêm placas auxiliares para cálculo dos plug-ins. Outras possuem drivers compatíveis com os programas mais utilizados, acelerando os cálculos de gravação e permitindo zerar o delay entre a reprodução e gravação, problema muito freqüente em placas amadoras.

postado em by Paulo Assis em Equipamento

About Paulo Assis

Produtor musical, trabalha com captação assistida, mixagem, masterização e consultoria de áudio.

6 Respostas a Áudio em Placas

  1. nene

    Beleza! esclarecimento dez!

  2. Dalecio j da silva

    paulo assis gosto muito de le suas matérias pena que eu ´so tenho uma revista método de home studio, e me apaixonei pela coleção toque de mestre
    tenho um pequeno home studio e gostaria de saber si tem um saite espefico a onde eu possa baixa plu-guins de audios, que não fose trial,e gostaria de sabe si você da algum curso de audio pois eu aprendi muito com sa suas dicas ,qualque coisa manda um EMAIL pra mim ficaria muito sastifeito em estudar com você,abraços

  3. Paulo Assis

    Olá Dalecio
    Se você pesquisar na internet um pouco descobre vários plugins gratuitos. Eles podem não ser tão famosos quanto os pagos e caros mas quebram um galho bom e permitem que você estude. Um abraço!
    Quanto à aulas, eu estou planejando começar a ministrar alguns workshops mais para o final do ano. Continue visitando o blog que eu aviso!
    Um abraço
    Paulo Assis

  4. Eu-U-Fônico

    Olá Paulo!! Gostaría saber se as placas externas da linha m-audio como a “Fast track2″ que oferecem monitoração de latência de forma pratica, é uma boa opção como primeira placa de áudio. E também pelo fato de ser usb e possuir entradas basicas….

  5. Paulo Assis

    Olá
    Desculpe, não sei se entendi sua pergunta. O que você está chamando de monitoração de latência? Se inverteu, latência de monitoração, se não for zero é quase – não sei se ela tem monitoração direta, mas por ser uma placa ASIO etc nao precisa, a monitoração mesmo via software funciona bem.
    Um abraço
    Paulo Assis

  6. Eu-U-Fônico

    Sim compreendi, mais pelo geito terei que optar mesmo pela interface usb. Porque o software asio4all que tenho aqui ele diminui muito bem a latência, porém ainda tenho que realizar pequenos acertos manuais. E na verdade o que eu não vejo a hora é de eliminar acertos manuais e gravar o que toco diretamente.

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