A transparência do ProTools

mix

Incitado pelo Lulu Camargo, eu resolvi fazer um pequeno teste para verificar se realmente passar um arquivo de áudio pelo ProTools “melhora” o som.

O teste é bem simples, e quem tiver os programas pode repeti-lo à vontade, nem precisa acreditar em mim: No Sound Forge, eu gerei 5 segundos de white noise, a 96Khz/24bits. Esse arquivo foi importado em uma sessão de ProTools e exportado novamente para um novo arquivo de onda. Novamente no Sound Forgeeu subtraí a onda resultante da original. Qualquer alteração microscópica entre as duas ondas gera um som diferente de zero.

O resultado da experiência? Silência matematicamente zero. Definitivamente, o ProTools NÃO melhora o som apenas por passá-lo nele.

PS: Pra não dizer que não mudou nada, o ProTools colocou um fade in e um fade out nas pontas do arquivo. Quem só acredita vendo (ou ouvindo!) como eu pode baixar os arquivos do meu teste aqui (apenas os 10 primeiros que tentarem conseguem, viva o rapidshare)

postado em by Paulo Assis em Mixagem, Polêmicas!, Teste

About Paulo Assis

Produtor musical, trabalha com captação assistida, mixagem, masterização e consultoria de áudio.

5 Respostas a A transparência do ProTools

  1. Lulu

    Putz, eu não acredito que você tava me levando a sério!

  2. Paulo Assis

    Hahaha pior que tava! Tem tanto “cara de estúdio” falando besteira por aí que achei que você também tinha encontrado um no caminho…
    Espero que o teste tenha sido útil para alguns outros “caras de estúdio” hehe
    []s!
    Paulo Assis

  3. Lulu

    Ô Paulo! Eu de novo.
    Desculpe a brincadeira aí, foi mal. Tenho esse defeito de fazer comentários irônicos nos Blogs, esse aí com certeza não caiu bem.

    Admiro o seu blog pela sua clareza em analisar desde os aspectos mais simples aos mais avançados e polêmicos, e tou sacando que a minha ironia com relação ao (famigerado e fictício) “cara do estúdio” poderia causar alguma confusão aos seus leitores.
    Acho que não fui claro quanto a minha intenção, que foi apenas brincar um pouco com a já mencionada mitologia exacerbada a cerca do nome “pro-tools”.
    Mais uma vez, peço desculpas. Daqui pra frente continuarei a ler os seus posts, sempre interessantes – e prometo tomar mais cuidado com os meus comentários!

    Um grande abraço,
    Lulu Camargo

  4. Paulo Assis

    Salve Lulu!
    Como diz a minha esposa, “não há o que perdoar”: Apesar de irônico, seu comentário foi involuntariamente muito pertinente, porque eu ouço esse tipo de coisa o tempo todo, só que a sério!
    Mesmo que eu tivesse sacado a ironia, eu iria ter feito o teste do mesmo jeito, é bom pra acabar com esses mitos que rolam por aí.
    Só espero que o comentário sobre capas de vinil tenha sido sincero, com aquele eu concordei hehehe!
    Abraço!
    Paulo Assis
    Ps: Obrigado pelos elogios e pela nobre presença!

  5. Leonardo

    hum… se o John do Pato Fu ainda usasse Pro Tools eu ia ficar achando que o “cara do estúdio” era ele… hehe

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