
Muita gente acha que ProTools é uma ferramenta mágica em que você pluga um microfone no micro e sai um disco pronto do outro. É incrível a quantidade de vezes que me perguntaram se o ProTools consertava alguma coisa obviamente impossível ou fazia músicas automaticamente. O auge foi quando uma banda demitiu o vocalista e veio me pedir se dava para fazer o “Protools cantar”. Eu estou falando sério!
Coloco abaixo um trecho do texto sobre o Protools que saiu da Toque de Mestre que eu escrevi. Boa Leitura!
No começo da década de 1990, a melhor forma de se fazer uma sessão digital de gravação de áudio era no sistema Pro Tools. Na prática, ele era a única opção real de sistema de gravação em computador. Devido à sua facilidade de uso e sua capacidade revolucionária de trazer para o computador o centro da produção, o Pro Tools rapidamente se difundiu por todo o mundo, sendo usado nos maiores estúdios há muito tempo.
Originalmente, por motivos tecnológicos, o sistema era uma junção de programa e equipamento. Placas adicionais no computador forneciam a capacidade de processamento que não existia nas CPUs da época. Associado a grandes mesas digitais de controle, o sistema firmou sua imagem de escolha primeira entre os profissionais da área.
Hoje, com a melhora dos computadores e a concorrência de outros fabricantes, a Digidesign, fabricante do Pro Tools, democratizou seu produto e permite que equipamentos não tão exclusivos usem seu software, como os hardwares da M-audio. O programa usa tecnologia própria de plugin, aceitando plugins RTAS e TDM. Plugins VST e DirectX são aceitos via software adaptador apenas na última versão do programa. Isso criou um isolamento entre a plataforma Pro Tools e as outras igualmente conhecidas. Sonar, Cubase, Trackion e Samplitude, entre outros, dividem os mesmos fornecedores e plugins, o que cria uma oferta muito maior de produtos.
Em compensação, o sistema Pro Tools conta com os principais desenvolvedores, que acabam vendendo seus plugins em versões para todas as plataformas. Pro Tools funciona apenas em hardwares específicos. As diferentes versões dos programas se distribuem de acordo com o tipo de equipamento usado, indo do Pro Tools M-powered, para usuários de interfaces de áudio da M-audio, até os sistemas próprios com racks de processadores de efeitos DSP.
Por ser o padrão na indústria, e ter seu nome associado à própria idéia de gravação digital, o Pro Tools costuma ser a primeira escolha de quem está começando. É o nome mais difundido entre os profissionais e ainda é o principal programa de gravação, inspirando originalmente todos os
outros fabricantes. Durante muito tempo o uso de MIDI no Pro Tools foi muito precário, pela própria origem do sistema como um gravador de áudio. Apenas nas últimas versões a Digidesign tem incluído ferramentas de edição de MIDI, que na minha opinião ainda merecem um desenvolvimento maior.
Por suas origens nas áreas mais profissionais do áudio, o Pro Tools tem uma preocupação muito grande com a performance – uma característica também trazida do Machintosh. Isso faz com que existam muitos limites rígidos ao programa, como o uso de no máximo 32 canais na mixagem, nas versões LE e M-powered. Essas imposições e performance, em compensação, fornecem grande estabilidade ao programa, já que ele (quase) sempre trabalha dentro e limites seguros de uso de CPU e memória.
O site da digidesign é www.digidesign.com

mas, se voce pegar música e “passar no protools”, não melhora?
Salve Lulu!
“passar no protools” é, teoricamente, um processo transparente. Um software complexo diminui o volume de uma faixa se utilizando de algoritmos mais complexos do que um media player qualquer, mas isso em si não melhora o som. É a utilização de plugins, como equalizadores, compressores e emuladores-de-alguma-coisa que vai alterar o som, algumas vezes para melhor
[]s!
O cara do estúdio me disse que passando no pro-tools, melhora.
Escrevi um post com um teste definitivo sobre a transparência do ProTools. Espero que “o cara do estúdio” não se decepcione muito, abraço!
oi, tudo bem,
gostaria de saber se há grande relevancia, em grau de diferenciação, entre registrar cançoes no cubase ou no pro tools. tenho um cubase , ainda nao comecei a utiliza-lo, estou em busca de informações. e por vezes fico a pensar em comprar um pro tools. o que poderia me dizer.
abraço
Olá Thiago
Eu ficaria no Cubase – a diferença tem muito a ver com o quanto você se adapta ao programa. Em termos de qualidade de áudio, todos os grandes gravadores multipista serão semelhantes, é uma operação matemática (é um pouco mais complexo que isso, mas por aqui tá bom assim). Os recursos são diferentes, mas cada um tem pontos positivos e negativos. Boa escolha!
Paulo Assis