Blog novo!
4 de março de 2008
Sobre ipods e carros
15 de março de 2008

vinil

Para começar os posts do blog “pra valer”, vou colocar aqui um pedaço de matéria que está na Toque de Mestre. Não é a discussão final sobre o eterno assunto vinil X CD, mas é um bom começo…

Aquele tio beatlemaníaco ou o seu amigo DJ vivem falando da qualidade do vinil, da “vida” que ele tem, que o som de um CD é “frio”. Já outros defendem o CD, dizendo que o vinil é cheio de riscos e chiadinhos, e que o som digital é “puro”. Não existe consenso sobre qual das mídias é melhor. E não sou eu que vou definir o que é a verdade nessa discussão. Mas vamos olhar um pouco os fatos e tirarmos nossas próprias conclusões, se é que existe alguma.

O som de um disco de vinil vem de um sulco no plástico. A onda não está representada por cálculos matemáticos ou algo semelhante, mas está lá, fisicamente presente. A agulha vibra nessas lombadas musicais e essa vibração é o som. Se nos aproximarmos bastante de uma vitrola, podemos ouvir o som sem nenhuma amplificação elétrica (os antigos fonógrafos eram apenas isso, sua amplificação era feita por um cone acústico na agulha).

Já em um mídia digital, o som é gerado a partir de informações que representam a onda sonora. Essa representação tem uma resolução máxima. Todos nós já ouvimos falar na “curva quadrada” do som digital. É uma teoria segundo a qual o som do CD seria ruim porque a digitalização transforma a curva sonora em uma “escada”.

O princípio dessa idéia está correto, pois é assim mesmo que funciona a digitalização. A onda é registrada em pontos que representam, ao longo do tempo, a “energia do som” naquele momento – sejam compressões e rarefações de ar, corrente elétrica ou a posição da película do alto-falante. Essa escala, no entanto, tem seus degraus matematicamente menores do que o ouvido humano pode perceber. O cálculo é simples: com 16 bits de resolução e 44,1 KHz de amostragem (a resolução de um CD comum), a curva mínima descreve praticamente o máximo que o ouvido humano consegue perceber em condições ideais (ou seja, um ouvido sem perdas auditivas). As freqüências mais agudas, a partir de aproximadamente 16 KHz, realmente não são tão bem “representadas” quanto poderiam, e a curva fica realmente “quadrada” (seja isso perceptível ou não).

Esse problema poderia ser relevante se não existisse outro muito mais grave na distorção do áudio gravado: os alto-falantes encontrados na gigantesca maioria dos sistemas de som não chegam nessas altíssimas freqüências com fidelidade. Essa questão da “curva quadrada”, para mim, não é o cerne do problema, já que o equipamento disponível dificilmente reproduz essa diferença.

E você, o que acha?

Paulo Assis
Paulo Assis
Produtor musical, trabalha com captação , mixagem, masterização e consultoria de áudio.

48 Comentários

  1. Diogo Brega disse:

    Tem uma coisa meio que importante também no Vinil…..de toda a música gravada em algum tipo de mídia (incluso mp3, menos de 20% conseguimos encontrar em mídia digital, ou seja, um naco da história musical se perde =P

  2. Paulo Assis disse:

    Olá Xará!
    Gostei do seu comentário, acho que é por aí mesmo. Não dá pra achar que o vinil é a mídia perfeita, mas é lógico que ela tem seu charme para seus usuários! Um abraço!

  3. Paulo disse:

    Tenho até hoje discos de vinil clássicos, jazz e outros, toca disco Audio-Technica de primeira, capsula Shure M-97-EX, toca disco tangencial Sony, pré e power importados, caixas com sub e woofers de papelão reforçados com fibra natural, agudos domo e soft médios. Acho o som do vinil agradável, graves encorpados médios honestos e agudos suaves, alem do ritual de colocar na vitrola o vinil, mas o que desagrada às vezes:
    Distorção em altas frequências, ruído de fundo, faixa dinâmica baixa, separação de canais limitada, poeira, não da para programar as musicas, pausar, os ajustes de um bom conjunto capsula/ toca discos é complicado extremamente visual e delicado, desgaste da mídia e agulha, ressonância externa etc. Tenho um LD (pai do DVD) da Pioneer funcionando, ótimo som e imagem.
    Os DVS e BLU-RAY têm um ótimo som e imagem, em fim, não da para escutar só vinil e desprezar a midiad digital, mesmo porque foi um avanço e os dois em minha opinião podem coexistir pacificamente, sem radicalismos, o que vocês acham?

  4. Tony C Chiesquini disse:

    Boa tarde !

    Bem, ao contrario da maioria, não tenho tanto conhecimento.
    Sou “ouvidor”. Gosto da boa música, mas, infelizmente meu ouvido não é tão apurado quanto aos demais.
    Trabalho com informática e por isso sempre ouvi muito mp3. Tenho no meu iphone e ouço o mesmo no carro.
    Mas, fui criado ouvindo LP’s, variados, Pink Floyd, Supertramp, Rick Wakeman, Kraftwerk, Black Sabath, Iron, e outros.
    Aprendi com o tempo (42 anos) que algumas coisas na vida devem ser feitos com “rituais”.
    O chá tomado pelo japoneses tradicionais não é diferente do que qualquer outro chá (de qualidade) comprado nos WallMart’s da vida, mas, e digo, mas, o japones tradicional tem todo um charme que o do walmart nunca terá.
    O vinil me traz isso de volta, o charme.
    Gosto de fazer amor com minha “esposa”, com carinho, paciencia, romance, apreciando cada minuto…, não no bordel com qualquer uma.
    Isso para mim é qualidade e não se tem com qualquer outra mídia existente hoje, somente com o Vinil.
    Um brinde meus amigos, ao sempre atual companheiro Long Play.

  5. Alt disse:

    Muito obrigado Paulo pela resposta! Abraços

  6. Paulo Assis disse:

    Olá Alt
    Há alguma bagunça nos conseiots aí, vinil não tem bits, ele é analógico! Dá para ripar vinil, mas eu não tenho muito saco para isso, e tem que ter um bom equipamento. O mp3 com a qualidade máxima não deixa nada a dever com FLAC. Abraços!

  7. Paulo Assis disse:

    ADOREI a do gramofone! Quanto a mim, não me importo mais com a mídia, ultimamente tenho ouvido música principalmente dentro do estúdio, em ambiente controlado, tudo digital de melhor qualidade – nada de mp3 com compressão tosca.

  8. Alt disse:

    Olá Paulo,encontrei seu site achei muito interassnte a informção e discução, andei conversando com um amigo referente a esse assunto CD x VINIL, Porém o mesmo adora CD leitura digital os famosos 0 e 1, Mas ele encontrou uma informação dizendo a respeito dos CDs serem 16 Bits, os Vinil 21 Bits, Com uma diferença absurda de qualidade com vantagens para o Vinil, O problema que sempre soube é o desgaste do mesmo, pelo conteudo ser acessado fisicamente, (AGULHA) Mesmo sendo de otima qualidade, e com tempo perdendo conteudo sonoro! Porem o mesmo tinha isso Ripado, ou seja sei que a ripagem de Cds pode ser feita excelentemente com codecs FLAC, ou seja o conteudo exato, voce saberia a respeito dessa tal ripagem de vinil ? Pois se isso de fato exister deixaremos de nos preocupar com conteudo analogico tornando o digital com qualidade superior ao CD! Obrigado abraços!

  9. helder disse:

    Boa noite a todos, finalmente li um blog que vale a pena comentar. A eterna discussao entre analogicos e digitais. Como engenheiro eletrico, primeiramente gostaria que conhecessem o “Teorema de Nyquist”que é a base matematica para a amostragem digital. Em segundo lugar cito o que já foi publicado no blog a respeito do vinil ter problemas inerentes aos motores, atrito entre a agulha e o vinil, etc. Aos puristas resta apens escutar o gramofone, que realmente nao tem conversaoo eletronica. Eu pessoalmente possuo aparelho para vinil e cd/mp3. Nao procuro comparar as midias, pois sao o que o nome diz. Quando vc compra vinil, ou cd, ou mp3 voce jamais estara escutando o artista ao vivo, isto sim é uma experiencia sem iguais. No vinil tem uma curticao de volta ao passado. No cd praticidade. Quanto a qualidade, basta saber quanto voce quer gastar. Na experiencia idiota que vi noo youtube, o cara compara o som de um notebook tocando Mp3 ao som de uma technics MKii(high end), isto é ridiculo. Vamos escutar os dois sem guerras.

  10. Paulo Assis disse:

    Olá Leandro
    Você falou alguns pontos interessantes por aqui. O som do CD passa por distorções menores depois que a informação é lida, acho que dá para dizer “mais puro” como você fez.
    A variação da qualidade de um vinil é, para mim, um ponto muito negativo dessa mídia. Um CD tem muito menos variação. Aliás, a bandeja dos CDs não conta não, ela não fica criando atrito quando o cd roda – ele fica suspenso, preso pelo pino do furo. Não sei quanto dura um CD, mas é legal lembrar a diferença de cuidado que as pessoas tem quando manipulam os dois. O vinil é todo um ritual, com carinho pelos lados. o CD tem gente que deixa empilhado como se fosse papel. Acredito que, se cuidado com carinho, o CD dura tanto quanto o vinil – com a diferença que ele vai tocar um milhão de vezes e não vai ter sua informação alterada, enquanto o vinil vai gastando por conta da agulha – por melhor que seja o sistema.
    Um abraço!
    Paulo Assis

  11. Leandro de Oliveira disse:

    To vendo alguns defensores do CD apontando como fato negativo do vinil o rumble, ou como o amigo acima chamou de grave gordo.

    Existem vinis e vinis amigos, a midia produzida e comercializada no Brasil não pode ser usada como parametro, pois sempre teve qualidade ruim e em alguns casos eram discos usados triturados e derretidos com rótulo e tudo.

    Meu ponto de comparação sempre foi com singles importados usando uma boa cápsula/agulha num aparelho como a Technics SL 1200 MK2 dificilmente voce terá problemas com rumble.

    Engraçado que eu tenho singles da mesma musica em CD e Vinil e percebo facilmente a diferença entre os dois.

    E pra quem diz que a tecnologia do CD é nova, o CD existe desde o final de 70, então pra mim também é considerada antiga.

  12. Leandro de Oliveira disse:

    Paulo, voce disse la em cima que o CD não entra em contato com nada????

    E a bandeja onde os Cds são colocados não conta??

  13. Leandro de Oliveira disse:

    Li muitos comentários aqui e vi pessoas citando conflito de gerações e etc, vi outros citando o MP3…

    Sou DJ e colecionador de vinis e tenho alguns CDs tambem, a diferença de qualidade entre as duas midias só não percebe quem não quer, o som do CD é apenas mais puro, mais nada…

    Outro ponto, a midia CD arranha com muito mais facilidade do que o vinil, além de descascar e quebrar com facilidade, o dia que alguem tiver um CD em perfeito estado tocando sem 1 arranhão sequer com 30, 40 anos de vida a gente conversa.

    O MP3 eu nem vou considerar porque já é a compressão do CD então nem deve entrar nessa briga.

    Um abraço.

  14. Bruno disse:

    Pessoal, vinil não tem som melhor do que CD.

    Tem gente falando ai que vinil consegue reproduzir 70KHz(!!!!!!!) Esse foi o maior absurdo que eu já li na minha vida. Vcs realmente acham que uma agulha consegue se movimentar 70 mil vezes por segundo?

    O vinil tem som de vinil, ponto. É um som agradável e caracteristico. mas vinil possuí uma baixa relação sinal ruído, pois ele já tem o ruído da própria agulha em atrito com o sulco do disco, que é bem audível, vinil não tem boa definição de agudo, depois 10, 12KHz o vinil não consegue reproduzir mais nada, por pura limitação física. Mas vinil tem aquele grave gordo, confortável, que é fruto da reverberação da propría agulha do toca-discos com os alto-falantes do sistema de som e realmente, é um grave diferenciado.

    Melhor e pior é um conceito subjetivo. Se falarmos tecnicamente e levarmos como critério a fidelidade de reprodução, o vinil está infinitamente abaixo do CD, que consegue reproduzir com fidelidade toda a nossa faíxa audível que vai de 20Hz à 20KHz com baixo nível de ruído e distorção. Agora isso não significa que é melhor pra todo mundo, pois é um som “frio”, diferentemente do vinil, que é um som analógico “quente”

    É uma discussão eterna, é igual aos engenheiros de gravação que usam gravadores de rolo de fita até hoje ao invés de usar os sistemas de gravação digital.

  15. Analog Studio disse:

    Olá pessoal.

    Eu também estive e estou no meio desta guerra de gerações. Cheguei a seguinte conclusão; venho de uma geração que defende o vinyl, más ao contrário de muitos procuro entender e saber apreciar o que há de melhor em todas estas maneiras que o ser humano utiliza para ouvir e apreciar músicas. Em minha experiência como músico, diria que ouvir música ao vivo é incomparável, porém não é todo dia que temos este parzer, quanto ao som gravado em algum tipo de media não adianta termos uma super produção como Pink Floyd, Dire Streets, Rick Wakeman e muitos outros em vinyl ou tape de rolo se não tivermos equipamentos e ambientes apropriados capazes de reproduzir as maravilhosas nuances presentes nestes trabalhos que realmente deixariam você com a sensação de estar ouvindo ao vivo. Já presenciei exemplos de uma media em CD ao ser colocada em um Hi Fi revelar nuances não percebidas em um aparelho moderno. Acho que estas dicursões deveriam ser em cima de “Qual o meio é mais víavel ouvir música nos dias de hoje” e não qual tem mais qualidade, tem muita gente confundindo qualidade com viabilidade ou comodidade,se pudesse eu teria um Hi fi na minha sala, um iPod ou MP3 player para viagens. O ideal seria não substimar um Hi Fi e suas qualidades e nem criticar um ipod ou MP3 player pelas suas versatilidade e particidade. Lembrando que um bom som Hi Fi nunca será ultrapassado e nem vencido nesta batalha pois eles
    são capazes de nos revelar a arte na íntegra armazenadas em um bom vinyl ou até mesmo num CD.

    abs

  16. Acho q tambem á variancias quanto ao estilo musical que vc se propoe a escutar. Obviamente o vinil tanto pelas suas frequencias quanto por seus ruidos chegam mais perto da “realidade” de uma apresentação ao vivo. Eu pessoalmente, como metaleiro, prefiro um som nao muito perfeito em sua sonoridade mas q me deixe com a sensação de estar realmente ouvindo aquela musica na sua origem.

    A questao da guerra de geraçoes tbm é eminente. Qm começou a ouvir musica em um vinil esta subconscientemente afirmando que seu som é melhor mais por motivos nostalgicos do q tecnicos.
    Mas esse cabo de força é tão estavel que nao importa o lado que vc escolha, nao havera vencedor.

    Grande discussão amigos. Abraços. \o

  17. Paulo Assis disse:

    Geraldo, eu voto na alta fidelidade. Na minha opinião, a qualidade tem que vir junto da gravação, em vinil, CD, mp3 ou qq outra mídia que inventarem… colocar “qualidade” na amplificação para mim é alterar as características originais de uma obra. Um abraço!

  18. Geraldo disse:

    Uhmmm, qualidade ou alta fidelidade?

  19. Paulo Assis disse:

    Oi Silvio
    Meu problema com “pré” ou “pós” internet tem a ver exclusivamente com o fato de que essas novas gerações (nas quais eu não me incluo) fazem um uso bem diferente da tecnologia, deixando que ela tome muitas decisões – a começar com corretores ortográficos de mecanismos de pesquisa.
    Eu não cheguei a encontrar o mercado de trabalho sem computadores como conhecemos hoje – a internet chegou no brasil durante minha faculdade, e vários professores ainda não utilizavam a ferramenta nem sem conexão.
    A formação universitária desse “pessoal lerdo” não suaviza a tosquidão coletiva de nossa sociedade, que não tem uma média de cultura ideal em nenhuma classe social – aliás, em alguns assuntos parece que piora conforme aumenta a conta bancária.
    Acho que se pararmos de falar de vinil iremos concordar em quase tudo hehe… abraço!
    Paulo Assis

  20. Silvinho rocker disse:

    Oi Paulo, voltando ao assunto, me parece que você equivocou-se a respeito de meu último comentário, aliás equivocou-se bastante mesmo sobre tudo que escrevi, pois não me referi ao meu computador como sendo meu primeiro PC (Personal Computer) foi o meu primeiro computador montado por mim e que só continha meus jogos e minhas informações, imagens, etc. Quando morei nos EUA, lá eles apelidavam suas maquinas deste estilo como private ou secret machines. Computadores de tela verde,os ATs da IBM, os 386, 486 Apples, multimidias etcs. do tempo do com ou sem mouse eu os tinha em casa e também no trabalho e se você chamou de período pré-internet, ter um computador em casa sem conexão com mais nada, então, acho que meu período pré foi um pouquinho mais interessante, porque onde eu e meu pai trabalhamos, num jornaleco aí que fica lá na Marginal Tiête, aqui na Zona Norte ( Não se preocupe não vou fazer propaganda dele aqui no seu blog) existia um sistema que chamava-se X25, eram cabos remotos, conexões remotas, algo assim, havia uma rede conectada com faculdades, orgãos públicos, Cias. Aéreas e bancos , onde poderiamos já naquela época quando visitei a redação em 1985, obter informações e fazer um Dump (Seria hoje o down load) em alguns minutinhos apenas, aliás o sistema usado na redação desse “jornalzinho” era o da Fujitsu Automatic Computer (Facom) tudo isso foi ampliado junto aos Pcs da população e torno-se Internet em 1995, na verdade o projeto internet (não com esse nome) foi idealizado no começo da década de 70 – isso sim eu chamo de pré internet. Agora sobre esse pessoal lerdo, a que me referia, não pertence àquele mar de gente com cultura abaixo do ideal, na realidade eles, atualmente, têm até mesmo formação universitária e são de classe media-alta, daqui da Capital, mas têm o péssimo hábito de subestimar e dar opiniões equivocadas como se fossem verdades absolutas e isso me aborrece, porque eu sou um jornalista e sempre procuro me informar antes de falar bobagens ou subestimar uma geração ou um sistema que conheço fantasiosamente. Erros de português, pode ser que eu os cometa escrevendo aqui para o seu blog, mas lá na redação onde trabalho atualmente, NEVER!!! É claro que faço uma revisão apurada no texto, aqui eu não faço isso, mas para trabalhar como redator tenho que conhecer até mesmo regras da gramática lusitana, então imagino que pelo meu lado profissional, devo cometer menos erros que você e os demais aos quais me referia, embora eles sejam formados, a universidade deles, já há algum tempo, não são tão rigorosas como na minha época.

  21. Paulo Assis disse:

    olá Silvinho
    Até que eu concordei com algumas coisas que você disse dessa vez. A “experiência analógica” é extremamente útil e eu me sinto privilegiado por poder ter tido acesso a um mundo pré-internet e ser jovem o suficiente para me adaptar às novidades. Meu primeiro “private computer” (como você chamou) é bem anterior à internet, não existia nem mouse nessa época. Por isso, eu nunca fui muito fã de jogos (não “manjo nada”). As músicas eram melhores, na minha opinião. A universalização da educação e a comparação entre uma elite alfabetizada e um mar de gente com cultura abaixo do ideal não é assunto para esse blog. Mas queria deixar claro que, assim como eu, você também comete vários erros de português. E, dando uma de advogado do diabo, as pessoas sempre acham que a geração delas é a melhor… a minha, por exemplo, conheceu bem o vinil mas sabe que é uma tecnologia ultrapassada… 🙂
    Abraço!
    Paulo Assis

  22. Silvinho rocker disse:

    E aí Paulão, tudo bem? Tô na área, pra verificar se tem mais alguns ataques contra o digníssimo e superior VINIL, sei que você não admite, se acha ser da geração digital, espero que saiba digitar bem, pelo menos (Brincadeirinha) É que as vezes eu acho engraçado, eu que as vezes me sinto discriminado pelo pessoal, dez ou vinte anos mais jovem do que eu, não vejo assim muita esperteza nessas gerações em relação a minha, por exemplo : Quando eu trabalhava na redação do jornal, comecei como copydesk e datilógrafo e isso me deu uma experiência muito grande com a gramática portuguesa, com a língua inglesa e rapidez na datilografia, a máquina que eu trabalhava era uma olivetti elektra studio 56 – Uma máquina de datilografia elétrica e com um teclado super leve, diferente daquelas manuais com teclados duros e pesados. Bom, aí sabe cumé né, o tipo analógico aqui, na época que saiu a internet, comprou seu primeiro private computer e uns manés que eu conheço acharam que sabiam mais do que eu, porque eu tinha uns 25 anos e já era “véio” pra geração digital experts em games maniacs, curtidores de sonic, ravock, street fighters, etc (você deve manjar muito disso, devem ser tudo do seu tempo né?) Bom continuando, esses manés me tiravam por um atrasado, só que até hoje eles babam ao me ver teclando, escrevendo quase sem nenhum erro de português ou de inglês, enquanto eles são super lerdos, porque essa geração digital jamais vai conhecer o treinamento que nós, os analógicos recebemos, hoje em dia fala-se muita besteira, escreve-se errado, porque o pessoal não tem mais aquele treinamento rígido que tínhamos no passado e também quem não curtiu o som dos anos 60,70,80 e até + ou – 95 e não possuíu uma boa pick-up e alguns discos de vinil, não poderá jamais saber o que fala sobre este assunto, sem esquecer o velho e bom Rock’n Roll da minha época, coisa que não se verá nunca mais nesse mundo. Quando eu era garoto quem curtia forró, sertanejo ou duplinhas como Sandy & Jr. perdia até os amigos e era alvo de bulling (merecidamente) Hoje em dia nem consigo entender como essa mulecada curte tanta caretice, quando eu quero ouvir algo de bom procuro aquelas rádios Fm que só tocam coisas de 20, 30 anos atrás e ainda fazem sucesso até hoje, essas músicas foram todas registradas em VINIL e o som é ótimo, eterno, atemporal, ou seja, sempre agradarão, músicos que querem fazer sucesso, ressucita um desses clássicos do passado ou faz um plágio de seus ritmos, é como se tudo de bom já foi criado no passado, o que vier agora é só repeteco. Que geração mais orfão essa atual, mas eles sempre se acharão o máximo, pra eles ruim é o passado. Bom, pra quem hoje está com 25 anos, e cresceu assitindo ao Show da Xuxa, pode se esperar qualquer desvario mesmo. Sinto me privilegiado por ter tido a minha adolescência naquela época e não nessa tão cafona e sem graça. – Um forte abraço à todos!!!!!!

  23. Paulo Assis disse:

    Olá Gaucio
    Respeito sua opinião equilibrada, mas naturalmente discordo de algumas coisas… A democratização é ótima, concordo, e o CD certamente é mais durável do que o vinil, já que ele não precisa entrar em contato com NADA – obviamente, essa mesma resistência faz as pessoas cuidarem menos dele, e consequentemente, estragá-lo mais facilmente que”um delicado vinil que tem que ser tratado com carinho”. Semana passada mesmo tirei um CD de 20 anos de idade da gaveta, e ele estava em perfeitas condições.
    Se você comparar equipamentos de alta qualidade de vinil e CD, verá que tecnicamente o CD tem melhor som – com isso quero dizer que tem uma resposta menos distorcida entre a mídia e a saída sonora. Mas a hora que você compara um vinil bem prensado com um CD que não foi decentemente masterizado ou digitalizado, por exemplo, o CD perde feio – mas veja que a culpa não é da mídia em si, mas sim do cuidado que as gravadoras dispensaram ao produto que elas vendem, isso sim um absurdo total e uma falta de respeito aos consumidores, cortando custos de profissionais decentes “numa jogada mercantilista selvagem” atrás do maior lucro. No final, a massificação de mídia e a busca pelo lucro baixam a qualidade do produto – mas isso não tem a ver com a discussão vinil e CD, se não existissem os CDs, tenha certeza que a discussão seria vinil antigo versus vinil novo…
    Paulo Assis

  24. gaucio disse:

    Prefiro o Vinil ao CD. Na epoca do vinil n tive um bom equipamento de som, cmo a maioria dos brasileiros q n são afortunados, e como a maioria dessas pessoas fui seduzido pela propaganda revolucionaria do CD. Me lembro que se falava do som cristalino do cd, da resistencia e durabilidade dos cds em relação ao vinil. Quanto ao som cristalino sem ruidos ou chiados, a maioria das pessoas se equivocam, alguns dizem gostar do chiado, alguns dizem ser charmoso tal chiado, na verdade o equivoco remete a questão do equipamento de baixa qualidade, e falta de manuntenção, bem tipico da nossa cultura brasileira, as vezes desleixada.o simples fato de manter limpo os discos e a agulha em dia n era muito comum. Logico q estamos falando de questão de gosto, e n vale a pena questionar o gosto dos outros, mas em relacao ao cd, ainda se tem uma ideia q foi jogada guela abaixo para todo o mundo. Logico q n posso cuspir no prato q comi, pois afinal de contas, por conta da revolução digital e principalmente com o advento do MP3 e o boom da internet, pude conhecer e ter acesso a uma gama incrivel de musica, mas n posso deixar de dizer, q por tras de tudo isso tem uma jogada mercantilista selvagem, onde cada vez mais se produzem coisas descartaveis. Lendo outros forums, vi um depoimento sem sentido de um cara q defendia o cd, dizendo ser mais DURAVEL! impossivel, tenho discos de vinil de mais 40 anos e ainda estão tocando, tenho cds com menos de 10 anos q n serve mais pra nada! os cds podem ate ser mais resistentes, as vezes arranhado ainda tocam em alguns aparelhoos, ja o vinil n, ele requer mais cuidados com certeza e n tem a praticidade do cd ou mp3. Nos ultimos anos resolvei investir um dinheiro em equipamento de som vintage e n estou nem um pouco arrependido, continuo ouvindo e comprado LPs, e quem escuta meus discos tocar n acreditam q é um vinil q está sendo tocado…CD pra mim eh coisa do passado, vinil eh passado, presente e futuro!

  25. Silvinho rocker disse:

    E então meu amigo Paulo, sobre as alterações no espectro que você fala, eu aceito qualquer alteração se foi para melhoras, porque então, o que seriam a mixagem e a masterização se não fosse para deixar a música mais assim, vamos dizer, eletrizantes, que graça teria as músicas recém-gravadas num estúdio, sem a mixagem ou a masterização? Os “milagres” da regravação com todos esses acréscimos é que fazem muitas musicas ficarem apreciáveis, não é mesmo? e isso não são alterações? E depois em casa você usando delay, equalizador, câmara de eco, não alteram mais ainda o som? O pior é quando a música que você conhecia foi alterada na mídia em que ela foi gravada, ai sim, nem com essa parafernalha toda que eles colocam num AIWA (horrìveis, todo de Plástico) com caixas acústica mínimas com subwoofers mono com um cone na frente pra fazer vibrações absurdas (que não tem nada a ver com a música ) não recupera o som que estava no vinil. E sobre a questão do som para preecher um salão (já escrevi sobre isso) quem é DJ sabe o que eu estou falando!!!! Amigão eu gosto do ponto de vista todos vocês, seja quem tem 20 anos, 30 anos ou um chato como eu com 40. Eu já disse – quero a praticidade do cd mas com o som do vinil e quero tb cds que não riscam não deêm estralos ou travam, porque isso é outra caracterìstica negativa do cd que se assemelha ao vinil. E não vem com essa história que você é da éra digital, porque eu também sou, eu ainda não morri e fiquei sem conhecer essa éra digital em que você se inclui, eu sim é que tive o privilégio de conhecer melhor uma éra semi-analógica (meia digital como vc mesmo disse) mais equilibrada do que essa éra digital ai que estamos vivendo cheia de instabilidades, portanto, deixo que cada um tenha sua opinião, gosto não se discute mas se classifica, eu por enquanto vou votar no som do vinil com esperanças que o cd vai melhorar e muito e assim faço minha despedida e peço a todos que não sejam teimosos e exijam as melhorias de seus fabricantes de som, de coração desejo tudo de bom para todos vocês!!!!!

  26. Silvinho rocker disse:

    – Desculpe, eu me equivoquei, as válvulas que o Jô se referia eram as valvulas termiônicas, que foram substituidas pelos transistores e não pelo circuito integrado. Eu não sou um “expert” como o grande Jô Soares, que tem “conhecimento” para todos os assuntos do universo mas como eu disse, eu tenho personalidade e se eu disse que testes já comprovaram a superiridade do vinil é porque eu já li sobre a matéria (talvez você encontre alguma coisa na internet) Matérias estas da revista Isto É, Veja, Época e tambem no encarte Ciênca e Tecnologia do Jornal O Estado de S.Paulo, inclusive com gráficos sonoros em linhas que demonstravam picos mais altos de graves, agudos ressonâncias etc. O teste foi feito no exterior e no Brasil. Como eu disse eu não sou um expert nesse assunto e li muitas coisas que não entendi totalmente mas eram materias produzidas por técnicos de som, engenheiros eletônicos, e outros peritos no assunto. – O meu teste foi feito em casa antes de alguém me dizer que o CD tinha um som mais fraco e foi assim: Usando um aplificador sem acrécimo de equalização, câmara de eco e delay, somente o pré com o agudos no máximo e graves na metade do capacitor e balance zero (as duas caixas equilibrasdas, já que se trata de som estério) Ligados ao amplificador uma pick-up estroboscópica e um cd player da Sony (um dos melhores do mercado) para que ninguém venha a dizer que foi problema de qualidade na reprodução. Enfim o resultado foi sensível, usamos para comparação o disco da Donna Summer “Bad Girls” com a musica ” Hot stuff” ( não sei se vocês conhecem) é uma música ótima para esse tipo de comparação, pois tem uma bateria bastante compassada, sons de orgãos guitarras, baixos e um ritmo forte da dancing music. Amigão foi de dar dó!! usando o botão selector que altera a entrada do sinal Phono e Auxiliar (entradas dos sinais do cd player e da pick-up) você quase que simultâneamente ouvia as duas performance do som, o cd era bem inferior na qualidade e no nivel de gravação, parecia que abaixavamos o volume quando entrava o sinal do cd player (lembrando que nehum dos equipamentos continham amplificação própria, foram amplificados igualmente pelo módulo amplificador, assim sucessivamente com os demais títulos em vinil onde eu possuia identicos no cd, usamos até mesmo cds importados e vinis de baixa gramatura (que são piores na resolução) mas quando usamos um disco mix (tem o tamanho de um LP mas com uma única música) Ai cara, foi pra acabar de vez com as dúvidas, foi como lá em cima, no comentário do Emerson Prado: Quem esperimentou o som de um 12 polegadas…. E olhe que esta pick-up da Sansui que eu tenho aqui não é o top de linha como a do Emersom mas deu conta do recado. – Duvido que existe alguém entre essa pessoas que insistem em discordar dessas diferenças que num texte cego (sem saber qual estaria tocando) não votasse no som do vinil.

  27. Paulo Assis disse:

    Olá novamente Silvinho
    Em momento algum eu disse que o seu sistema era valvulado. Aliás, pergunte a qualquer guitarrista se válvulas são coisas de um passado remoto. O meu comentário foi na direção de que existem elementos em cadeias de sinal que, ao captar, pré-amplificar ou amplificar (entre outros), alteram as características originais do registro. Eu realmente não convivo muito bem com a idéia de uma agulha alterar fisicamente um registro (para contornar isso existem toca-discos com leitura a laser). A própria amplificação transistorizada causa alteração nas características originais, não tem jeito. A solução é utilizar equipamento de estúdio, como monitores de áudio ativos ao invés de “amplificadores e falantes”.
    O som que consideramos agradável não é o original da mídia, masuma alteração dela. E não apenas os CDs, mas os vinis foram feitos levando em consideração essa “distorção” do som posterior à mídia. E aí deitam e rolam as sonys da vida, deixando o som “melhor” aos seus ouvidos graças à distorção e re-equalização de algumas frequencias. Eu sou absolutamente contra isso, e aí concordamos, esse monte de aparelhos não presta do ponto de vista da qualidade. Ao mesmo tempo, isso permite que muita gente tenha acesso à música, o que é uma revolução. Eu continuo com meus sistemas digitais de estúdio e você continua com seu hi-fi, sem problemas. Mas saiba que dificilmente seus amplificador e caixas se compensam, causando alterações no espectro – alterações que você gosta, certamente, mas nem sabe que existem.
    Também lembro a você que a gravação digital começou na década de 1980, e pouquíssima coisa chega aos nossos ouvidos sem ter sido digitalizada, inclusive esses novos vinis que estão na moda. E eu nem sei de qual declaração do Jô você está falando.
    Paulo Assis

  28. Silvinho rocker disse:

    – E não importa se com o tempo o vinil fica gasto (isso leva muito tempo mesmo ) com o atrito da agulha. A questão é que o sistema analógico, ou seja, o vinil, a pick-up, a cápsula de captação, a agulha de diamante, etc. Essa tralha toda reproduz um som melhor e ponto final!!!! Quando eles inventaram o sistema digitalizado DEVERIA TER SUPERADO isso tudo o que não aconteceu, houve então um regresso, mas foram só os que estavam acostumados com o sistema anterior que sentiram a diferença, pois ela é SENSÍVEL, senão, ninguém reclamaria, mas para as gerações posteriores que mal conheceram o som do vinil a não ser em vitrolinhas ou 3 em 1,onde a qualidade do sistema era muito fajutado e ainda por cima vinis riscados, empoeirados ou muitos gastos e com essa impressão equivocado sobre o som do vinil, jamais poderiam saber que ele ainda não foi superado totalmente, é claro que um sistema analógico novo é muito caro e raramente alguém iria investir nisso para tirar uma conclusão, mas como eu já possuia parte do sitema em muito bom estado e consegui vinis semi novos ou em ótimo estado, então tive o privilégio de poder fazer a comparação e podem acreditar fiquei muito descepcionado, pois eu gosto da praticidade digital mas quero qualidade. Espero cooperação de todos para que possamos juntos melhorar essa situação tecnologica e “brigarmos” com quem merece e não entre nós que somos os consumidores. – Um abraço forte a você, Paulo e a todos.

  29. Silvinho rocker disse:

    Essa guerra de opiniões que levam a discussões insensatas, não tem sentido e para aqueles que falharam na busca de um melhor material para a captação do som para substituir o vinil é que estão levando vantagem na nossa insensatez, assim eles podem continuar enganando e vendendo seus aparelhinhos baratos aos montes e ganhando muito dinheiro que é o único objetivo deles. Eu saboto esse sistema do meu jeito, comprando as aparelhagens mais caras, semelhante as do passado, que na sua maioria eram profissionais ou semi, compro o vinil ao invés do cd e não me deixo iludir só porque foi um Jô Soares que falou contra a realidade que eu conheço, aliás, pra mim que sou jornalista, o considero um grande fanfarrão que quer dar uma de sabe tudo sempre. Nem ele, nem ninguém muda a minha opinião, uma vez que constatado por mim mesmo uma conclusão, não a mudo de jeito nenhum, e ninguém me compraria para que eu fizesse uma crônica, mesmo que fosse num jornaleco qualquer, para contradizer o que eu sei por mim mesmo, mas esse pessoal da TV faz isso, é só comprar a matéria e o povão vai atrás. Foi falado na telinha – Pronto, já é verdade absoluta!!!! As empresas gostam disso eles ganham tempo e empurram suas tralhas para as Casas Bahia da vida – Que pena – O povão leva gato por lebre e ainda fica feliz e mais ainda proteje quem os enganou. Nossa !!! Quem sou eu pra tirar a credibilidade de uma Sony, heim? Isso se chama experiência (Malandragem não é só no Brasil ) e personalidade!!!!!!!!!!!!!!!

  30. Silvinho rocker disse:

    Pô cara, me desculpe, hoje eu estou melhor de humor mas taí mais besteiras – O meu aparelho de som não tem nenhuma válvula (FOI FABRICADO EM 2002) aliás valvulas são coisas de um passado bem remoto, não se faz mais aparelhos de som com válvulas há pelo menos uns 40 anos, aliás as válvulas foram substituidas pelo circuito integrado, eram um componente eletrônico, usadas também em televisores e não tem nada a ver com o vinil!!!! O Jô Soares falou algo sobre válvulas quando atacou o vinil e foi mau interpretado (Não faça uma ligação entre válvulas e vinil) assim como tb sempre sou mau-interpretado, porque fui redator de jornal e qualquer rascunhinho que eu faço vira uma coluna inteira e o pessoal não gosta de ler todo o contexto ou não consegue entender a conclusão. O que eu quero é passar a ideia àqueles que gostam de boa qualidade de som que reconheçam que o som do passado, ou seja o vinil, ainda é melhor, é fato meus amigos, e então pressionem aos fabricantes de tecnologia que busquem superar essa qualidade, lógicamente usando a praticidade digital, eu não quero mais ficar guardando vinis, manuseando-os, trocando vários Lps para poder ouvir tudo que eu quero, é claro que eu quero apertar só os botões e pronto, só que eu quero também a qualidade que eu já conhecia

  31. Paulo Assis disse:

    Olá Silvinho
    Eu estou de bom humor e vou desculpar o seu mau-humor, eu também não gosto de ouvir besteiras mas a partir do momento em que eu tenho um blog com minhas opiniões online, estou sujeito à isso. Mas preciso deixar claro aqui que eu não conheço as provas científicas do fato contundente que o som do vinil é superior ao CD… mas certamente superfícies atritantes são desgastadas pelo uso, nossas caixas de som são incapazes de reproduzir fielmente o espectro sonoro e um circuito de amplificação valvulado altera as características originais de um sinal. Pode ter certeza que os sistemas ideais de reprodução não são acessíveis porque não são viáveis comercialmente, infelizmente. Nem o CD, muito menos o vinil.

  32. Silvinho rocker disse:

    Pois é né todo mundo quer se achar moderninho e quer falar de coisas sem entender direito e defendem suas idéias mesmo que tenham dúvidas mas o orgulho prevalece e nisso sai ganhando uma sonys da vida (que já são bilionários às custas dos super espertos) e o sistema comercial multiplicou suas vendas para um povão que não é inspetor de qualidade do que compra, e quando ficar sabendo que foi enganado, já é tarde ( Aí é melhor negar) Há um provérbio anônimo que diz: A verdade perturba depois que a mentira convence – E assim caminha a humanidade sempre equivocada e o pior achando que são os donos da verdade e dos conhecimentos. Desculpem o meu mau-humor, mas é que eu detesto ouvir besteiras – Um forte abraço à todos.

  33. Silvinho rocker disse:

    Esse assunto gera muita discussão mas é preciso saber “degustar “um bom som, ter conhecimento do que foi produzido no passado em tecnologia e não ser prescipitado no julgamento, acreditando que tudo que muda, muda para melhor, eu acredito que ainda chegaremos lá e o som digital superará a qualidade do som analógico (assim espero!!!) Mas é preciso que as gerações de agora – os mais jovens, não se deixem enganar e admitam que o som digital (Cd, Mp3)ainda não esta bom e não se conformem e pressionem as empresas a abuscarem soluções para fazerem um som melhor do que o do passado e não só mais prático e mais barato (pois um som semi-profissional como os de antigamente não eram e não são baratos) pois as empresas só visam lucros ao invés de dar qualidade aos clientes, se você se deixou ser enganados pela publicidade que investiu pesado pra passar a falsa idéia que o cd era melhor que o vinil, só porque ele é digital e não observou direito todos os itens em comparação com vinil, se iludiu e entrou na deles e contribuiu para que deixassem de produzir vinis no Brasil, para que eles vendessem mais cds e aparelhos mais baratos, sendo assim se vende mais e se tem mais lucros, pois todas as classes sociais poderão comprar e levar “gato por lebre” E o povão é mesmo “massa de manobra” e achou que estava levando vantagem, depois de enganado, não admite o orgulho não deixa, mesmo voce mostrando os testes que lhes mostram a verdade. E os jovens então, sempre querendo achar que a atualidade deles é melhor que de seus pais e o passado é sempre arcaico, e com essa mentalidade fica fácil ser enganado. Comam mortadela e arrotem caviar seu “espertos” – E até quando, também, vamos ter que trocar nossas midias, ou melhor, recomprá-las buscanso uma qualidade melhor como no caso do Dvd e blue- Ray???

  34. Silvinho rocker disse:

    Não sou quadradão, lojico que eu gosto de comodidade, gosto de poder sair com o meu ipod ou mp3 ouvindo músicas enquanto faço o meu “cooper” por aí e também é lojico que eu abaixo várias músicas pela internet, enchendo vários cds com mp3, também gosto de ficar pulando de música em música (sem ter que ouvir elas por inteiro) com um simples toque de botão (acho que todo mundo faz isso!!) O vinil não é prático, você tem que manuseá-lo com cuidado, colocá-lo na pick-up abaixar a agulha com aquelas alavanquinhas (tem umas que soltam o braço da agulha bem suavemente) parece que você em que ter uma paciência de chinês pra começar a ouvir a música, mas esse ritual todo, além de gostoso, vale a pena quando você sente a qualidade do som, não se pode ter pressa é colocar o danado pra virar, relaxar e curtir. E você vai sentir a qualidaded do som a medida que você aumentá-lo – No vinil ele conserva os graves os agudos, a bateria os som dos pratos, ton-tons caixa, o bumbo e o chimbal se ressaltam preenchendo o ambiente de forma uniforme com os outros instrumentose a voz mas no cd quando você aumenta muito o volume, ele não conseva a harmonia entre os instrumentos, o som vai se tornado médio, os graves emcobrem os agudos e fica parecido com um som mono de antigamente, só com uma aparelhagem profissional vocé poderá verificar isso, se voce ficar curtindo um sonzinho em casa na sua sala ou no quarto num volume moderado nunca sentira a diferença mas se voce gosta de rasgar (incomodar o vizinho mesmo) aí sim não vai ter como negar!!!!!!

  35. silvinho rocker disse:

    Até hoje vendem-se esses tipos de aparelhos, lojicamente que vocês não vão encontrá-los numas “Casas Bahia da vida” mas vão até a rua Sta. Ifigênia, aqui em São Paulo, só pra dar uma olhadinha. Recentemente adquiri um equalizador, uma câmara de eco com delay e um toca fitas (K7) numa loja de restaurados, eles foram fabricados no começo da década de 80 mas estão em estado de semi-novos, mas também existem toda essa aparelhagem, em módulos – zéro bala. Eu não saio da Galeria do Rock, estou sempre à captura de títulos em vinil que não encontro mais em cd, nem mesmo mandando importar, esse é o meu hobby: colecionar raridades e sempre encontro vinis em otimo estado ou até mesmo novos, sem uso, desde a capa e são bem caros!!! Ah, outra coisa são as imagens contidas nos vinis, alguns são ábuns que se abrem e contém fotos letras das músicas , além do selo central do disco que eu acho um charme!!! Mas quando não encontro (dificilmente) a raridade que procuro apelo pro Mp3 (vai fazer o quê?) Apelo pra um “E- MULE da vida” ou compro aqueles mp3 de camelô mesmo. assim completando a minha coleção que não termina nunca! Já não tenho mais nem aonde guardar os meus vinis, cds e mp3

  36. silvinho rocker disse:

    Minha aparelhagem de som, não são os tradiconais AIWA ou simillares com milhares de Watts P.M.P.O. Eu tenho um amplificador (módulo) da CROWN de 860 Watts IHF/RMS que é 100 vezes mais potente que um AIWA de l.500 Watts P.M.P.O. com quatro caixas acústicas com auto-falantes de 20 polegadas, subwoofers e tweeters, uma Pick-up da Sansui semi-automática com pit-estroboscópico (que corrige a tal falada rotação que pode distorcer a música) com aterramento no chassi do amplificador para impedir a microfonia, com agulhas de diamante da Shure que se trocadas com frequência, após o desgaste(pois quem desgasta é a agulha e não o vinil) não causam nenhum prejuizo ao vinil. Se você tiver uma aparelhagem assim, de primeira linha, aí sim você poderá notar a diferença entre o som do Vinil e do CD, não é preciso salas próprias ou outros artifícios, mas se você tem ai para comparativo de som uma vitrolinha ou um 3 em um, aí é covardia, você vai se equivocar mesmo como todo mundo, pois você não vai “extrair” o melhor do vinil. É isso aí se você tiver tudo em bom estado, funcionado direitinho, não vai haver distorção de graves ou agudos, de rotação ou microfonias ou outros ruídos, nem mesmo chiados, se houver você teria que ter uma audição canina pra sentir.

  37. silvinho rocker disse:

    Nossa nunca ouvi tanta besteira! Acho que quando alguém quer acabar com a reputação de alguma coisa vão a fundo só buscando os problemas e não as qualidades que, pra mim, superam os “defeitos” Pra começar já é FATO que o som do vinil é superior ao do CD ou MP3 porque isso foi comprovado em laboratórios e várias reportagens já sairam em revistas como a Época, Veja e Isto é. Mas pra mim nem era preciso testes nenhum, pois sempre gostei de aparelhagem de altissima fidelidade para som e imagens e iludido pela falsa propaganda sobre o CD comprei os mesmos títulos que eu tinha em vinil em CD(Remasterizados) e me decepcionei muito mesmo ao comparar o som de um e de outro. Ressaltei o fato de que eram CDs remasters porque os primeiros CDs lançados na décade de 80 eram um lixo sem nível de gravação muito inferiores aos de hoje.

  38. Azevedo disse:

    Paulo Assis!
    Aqui na radio em que trabalho, aconteceu algo interessante, por ser uma emissora com 40 anos de existência quase todo o seu arquivo musical era em vinil, pense bem, 18hs no ar sem repetir uma música sequer por norma da empresa, bem, com a chegada dos computadores, os funcionários mais antigos disseram que queriam demiti-los instalando computadores, e automatizando a emissora, e foi aquela revolução… Passando um tempo e os computadores inevitavelmente instalados, um deles deu problema, e vejam só todos ficaram pedindo a Deus que a maquina voltasse logo, porque ninguém agüentava mais trocar tanto CD.
    Acho q o que acontece é o povo ter medo do novo, e assim ficarem criando problemas com a tecnologia, mas me diga se você tivesse que acender um fogaréu de carvão toda vez que fosse esquentar o leite; eu particularmente não acho graça em um monte de chiados no vinil e nem tampouco ter que levar um toca-discos na mão pra ouvir uma boa música, quanto a rotação, foi apenas um dos problemas que citei, e não o único problema ok!

  39. Paulo Assis disse:

    Olá Azevedo!
    Você tem razão! Mas é preciso analisar o quanto a variação de velocidade é perceptível, para isso existem compensadores e a grande inércia do prato, que é pesado exatamente por isso. A geração digital – e eu me incluo nela – acha terrível esse monte de alterações com o som que o vinil causa. Mas metade delas é o charme alegado pelo pessoas mais analógico!

  40. Azevedo disse:

    O que vejo na verdade é que o vinil tem um grande problema que todos estão esquecendo, a rotação, essa, feita por motores na maioria das vezes instáveis, chegando ao ponto de alterar a voz e o tom da musica, daí por diante começam os problemas com outra coisa chamada rumble, que é o efeito produzido pelo contato da agulha com o vinil, impedindo assim frequências abaixo de 60Hz serem tocadas com precisão gerando ruídos e tremores nos alto-falantes indesejáveis, mais ainda, tem o efeito microfonia, como o vinil é captado por uma agulha com cabeça magnética ou cerâmica, tem alta sensibilidade assim gerando microfonia em altos volumes, por aí me digam vc´s a conclusão….

  41. Paulo Assis disse:

    Olá Emerson
    Eu até que concordo com você, a minha dúvida é em que ponto o CD começa a perder. Se a tal “alta freqüência” for acima dos 20KHz, sinceramente não me interessa, essas frequencias não são alpenas altas como não são reproduzidas por 99% dos equipamentos. Pra que serve elas existirem em CD???
    Da mesma forma com os sub-graves. Trepidação é legal… Mas o que consegue reproduzir 7Hz?
    Veja que estou falando de reprodução. Em gravação são outros quinhentos, porque entram em cena interações entre freqüências etc. E mesmo assim éum assunto delicado. Alguém por aí sabe que freqüências um gravador de rolo consegue gravar?
    Abraço!
    Paulo Assis

  42. Emerson Prado disse:

    Olá,
    Meu conhecimento na questão é teórico, por falta de equipamento, sala e ouvidos.
    O CD perde na tal “granularidade” ou “curva quadrada” e na resposta em altas frequências. O CD é limitado abaixo de 20kHz por questões de projeto. Já um bom vinil (bem gravado, bem cortado, bem conservado e bem reproduzido), ouvi dizer que pode chegar a uns 70kHz. Não digo com perfeição, mas apenas chegar, o que já é suficiente para deixar os agudos mais precisos (mais coesos em fase e transientes mais claros).
    Mas o CD ganha no ruído e distorção, praticamente inaudíveis, e na extensão de graves, teoricamente até 0Hz. Amantes do vinil dizem que um bom vinil (idem acima) pode chegar a 7Hz. Então os graves profundos do CD seriam mais precisos.
    O resto é subjetivo. Vinilófilos dizem que a granularidade do CD gera espúrios que, apesar de baixos (perto de -90dBFS), comprometem a clareza da reprodução, e que a distorção do vinil é muito mais agradável. Mas isto pode ser também um apego ao som “esquentado” a que estão acostumados.
    Na minha humilde opinião, ainda teórica, os aparelhos de SACD, HDCD, etc., acabam com a briga. Supondo aumento da quantização de 16 para 24 bits, os espúrios da granularidade ficarão na ordem de -140dBFS, e subindo a amostragem para 192k, o limite em altas frequências vai para uns 70kHz. Ou seja, deixará CDs e vinis para trás.
    Mas, infelizmente, ainda não tenho uma sala para apreciar estas diferenças. Ainda.
    Abraços,
    Emerson

  43. Alessandro disse:

    Fala Paulo,

    É, esse assunto não terá fim nunca.

    Eu como dj vou falar a verdade, meus zovidos (já estão zoados) se acostumaram a pegar o grave da música, pr apoder perceber a vibração da batida, no meu tempo de discoteca só usava vinil, mas pra captar esse toque utilizavamos agulhas especiais, tipo a ortofon (concorde) ou a stantum, e utilizavamos vinil single (com apenas uma música em 4 versões diferentes, 2 de cada lado), a qualidade dela nunca será ultrapassada, mas se for pra ouvir um vinil em um 3×1, fico com o cd que tem um som mais limpo e agradável.

    Pois é primão, esse assunto sempre vai gerar polêmica, e só quem experimentou o som de um 12 polegadas em uma mk2 com uma concorde scratch master sabe o que eu to falando.

    Abraços a todos…

  44. Paulo Assis disse:

    Olá Lucas
    Eu concordo que essa tal guerra de gerações influi bastante, eu mesmo compro bastante CD. É importante também lembrar que, apesar de toda a polêmica em torno das gravadoras e etc, é preciso prestigiar o artista de alguma maneira, ele precisa comer.
    Quanto à restauração de vinil, muita coisa ainda não existe em outra mídia, principalmente no Brasil. É essencial que algumas pessoas continuem convertendo e restaurando, para que a memória não se perca. Se isso sumir, certamente a qualidade da produção musical no futuro cai, pois não têm parâmetro, história. É isso aí!
    Paulo Assis

  45. Lucas Betini disse:

    Acredito que essa polêmica se estende mais pela “guerra de gerações”
    do que pela qualidade propriamente dita. Eu tenho 22 anos e tenho minhas músicas em mp3 gravadas em cd. Meu pai não larga dos vinis dele… tenho primos de 28, 30 anos que não vivem sem seus cd’s “originais” e ainda compram até hoje, Já minha irmã de 14 anos vive me falando: Ai Lucas, esse monte de cd gravado com mp3 aí, deixa isso, o cd arranha, estraga… pega meu mp3 player aki !
    …E por aí vai. Cada um vai defender a sua “geração” por ter convivido e se dado bem com “akilo” …Poucos são os que conseguem migrar de uma tecnologia pra outra !
    Mas oque funciona pra mim é o digital, pois trabalho com audio e e entrei no barco já nessa “era” e particularmente axo um saco restaurar um disco de vinil 🙂

  46. Paulo Assis disse:

    Hehe por enquanto só Fábios por aqui!
    Ao primeiro: concordo plenamente com você. Não sei qual é a “resolução” do vinil, até porque ela varia terrivelmente – e nem falei nada sobre qualidade do material, já que muitos amantes e vinil compravam e compram bolachas importadas porque são fabricadas com material melhor… e digo mais: a cada passeada da agulha, o vinil é gasto! ou seja, a qualidade piora ao longo do uso, alterando essa tal resolução…

    Ao segundo: Quando você tiver sua sala de milhares de dólares, me chame. Vou plugar meu ipod e a gente compara com sua coleção rara de discos originais dos Beatles em edição japonesa. Aposto que eu ganho 🙂

    Abraços!

  47. Fabio (outro) disse:

    Salve, Paulo

    Resolvi dar meu palpite aqui na condição de ex-defensor ardoroso do vinil. Cansei de esquentar a cabeça com essa história meio esotérica de qualidade, de som quente e sei lá mais o quê. Hoje nem CD eu escuto com freqüência, a maior parte do tempo dedico ao mp3.

    Minha conversão para o mp3 se deve à consideração mais simples de todas, aquela do finalzinho do seu texto: qualidade do equipamento de som. Uso um som caseiro razoável, nada mais que isso. Ele com certeza não reproduz todas as nuances maravilhosas que o som gravado no LP supostamente contém.

    Venceu a comodidade: se a perda é imperceptível, é melhor e mais prático ter muitas horas de música em um único CD de mp3. Se um dia eu tiver um aparelho de som de muitos milhares de dólares em uma sala especialmente projetada para ter o melhor som possível, talvez mude de opinião.

  48. Fabio disse:

    Grande Paulo! Parabéns pelo novo BLOG!

    Vou deixar meus dois centavos furados aqui, então.

    E quanto ao vinil? Qual o limite dele?

    Pense em quantos centímetros uma agulha corre sobre o vinil durante um segundo. Agora pense que se você quiser guardar um sinal de 16kHz, 20kHz, esse trecho do vinil deverá ter uma rugosidade com 20.000 picos. Até que ponto o vinil suporta essa informação?

    Lembre-se também de que a velocidade da agulha sobre o vinil no centro do disco é bem menor do que na borda. Ou seja, ao longo do vinil a informação vai sendo compactada, assim como foi consideravelmente compactada quando mudou de 78 para 45 rotações.

    É evidente que a “resolução” do vinil não é infinita, senão teriam sido fabricados discos de 1 rpm que conteriam dezenas de horas de audio. O vinil tem sim o seu limite. Qual é ele?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Português